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Congresso De Terapia Celular Mostra Avanço Nos Estudos E Aplicações Clínicas!

No dia 2 de Março de 2018 tivemos na Assembléia Legislativa de São Paulo, o Congresso de Terapia Celular. O evento teve com a proposta abordar diversos aspectos do assunto, incluindo noções básicas sobre células-tronco, mapeamento do momento atual dos estudos clínicos e pré-clínicos para tratamento de diversas doenças, legislação e regulamentação.

Na palestra de abertura o Dr. Eder Zucconi, Ph.D contou um pouco sobre a StemCorp, como foi criada (já falamos isso aqui) e explicou a biologia dos diferentes tipos de células-tronco. Mostrou prorque a StemCorp é um centro especializado em células-tronco mesenquimais, qual é o grande diferencial da equipe e os benefícios de armazenar estas células para uso futuro. Abriu o congresso que seguiu com palestras que comprovavam a importância de armazenar as células-tronco.

A Dr. Daniela Tanikawa apresentou o uso de células-tronco mesenquimais do dente de leite para tratamento de fissuras palatinas e para Cirurgia Craniofacial. Os resultados apresentados foram inacreditáveis visto que as células-tronco são capazes de fechar a fissura óssa sem a necessidade de enxerto. Com esta técnica as crianças não precisam de cirurgia para retirada do enxerto, o tempo de internação e desconforto é diminuído drasticamente, sem contar os custos.

O Dr. Morton Scheinberg mostrou os avanços na terapia celular para osteoartrite, lesões esportivas e doenças condrais. Nós já falamos algumas vezes desse assunto aqui no blog. Ele é um parceiro da StemCorp em um teste clínico que visa avaliar o uso de células-tronco mesenquimais para osteoartite.

Dr. Rodrigo de Castro falou sobre a ulitização de células-tronco mesenquimais para tratamento de incontinência urinaria. Primeiramente mostrou dados dos testes pré-clínicos que obtiveram sucesso e em seguida contou sobre o teste clinico, em parceria com a StemCorp, escola paulista de medicina e Hospital Albert Einstein, utilizando células-tronco mesenquimais para tratamento de mulheres com incontinência urinária.

O encerramento do Congresso foi a aguardada participação de João Batista da Silva Junior, da ANVISA, que falou sobre a Regulamentação da TERAPIA CELULAR. O assunto foi bastante discutido com a audiência, visando a liberação e regulamentação do uso da terapia celular para o tratamento de doenças. João falou que ficou muito impressionado com os testes em andamento no Brasil e  que a Anvisa está disposta a não ser mais o fator limitante na disponibilização da terapia celular para os pacientes.

Tratamento Com Células-Tronco Mesenquimais Do Cordão Umbilical Para Esclerose Múltipla!

Tratamento com células-tronco mesenquimais do cordão umbilical mostrou-se seguro e mostrou melhora clínica e diminuição das lesões cerebrais em pacientes com esclerose múltipla (EM). O estudo foi publicado no Journal of Translational Medicine.

Este resultado é muito importante! Porque embora os tratamentos atuais para esclerose múltipla se mostrem capazes de reduzir progressão da doença, nenhum se mostrou capaz de reparar os danos às células nervosas ou à bainha de mielina, a camada protetora ao redor das fibras nervosas afetada em portadores da doença.

Nós já havíamos discutido aqui o caso da atriz Claudia Rodrigues. Que fez um transplante de células-tronco para esclerose múltipla! Mas este tratamento é diferente. Pois trata da infusão de células mesenquimais do cordão umbilical sem necessidade de um transplante de medula completo. Mas o que é esclerose múltipla?

A esclerose múltipla é uma doença inflamatória crônica que compromete o sistema nervoso central e atinge 2,5 milhões de pessoas no mundo – sendo 30 mil no Brasil – em uma proporção de três mulheres para cada homem. Segundo a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla, a faixa de maior incidência é entre 20 e 40 anos.

A doença afeta o sistema imunológico do corpo, que confunde células saudáveis do próprio corpo com células “intrusas”, e as ataca provocando lesões no cérebro. O sistema imune do paciente ataca a bainha de mielina – capa de gordura que envolve as ramificações dos neurônios com o objetivo de protegê-los e facilitar a propagação de estímulos. A bainha de mielina funciona como o plástico isolante que encapa o fio elétrico. Quando danificada, leva à falha na comunicação entre o cérebro, medula espinhal e outras áreas do corpo, em um processo irreversível. Para escrevermos, por exemplo, o cérebro envia um sinal que, por meio do sistema nervoso central, atinge o sistema nervoso periférico e chega à mão, realizando o movimento. Para uma pessoa com esclerose múltipla, que não dispõe da proteção da bainha de mielina, esses estímulos serão dispersos antes mesmo de chegar à mão, impedindo a ação. Com o passar do tempo, a degeneração da mielina provocada pela doença vai causando lesões no cérebro, que podem levar à atrofia ou perda de massa cerebral.

Causas possíveis são herança genética – quando há histórico familiar, o risco cresce de quatro a cinco vezes – e fatores ambientais, como infecções virais, falta de exposição ao sol e tabagismo.

O que são células-tronco mesenquimais mesmo?

Nosso blog sempre fala sobre células-tronco mesenquimais e é esse o foco da StemCorp . Mas é sempre bom lembrar!

As células-tronco mesenquimais (MSCs) são células-tronco adultas encontradas em vários tecidos, como cordão umbilical, polpa do dente e gordura (VEJA AQUI). Essas células são capazes de dar origem a outros tipos de células como osso, cartilagem, músculo e tecido adiposo. As MSCs podem inibir alterações mediadas pelo sistema imunológico e estão sendo empregadas no tratamento de diversas doenças imunes. E quanto mais jovens maior potencial essas células têm. Por isso as derivadas do tecido cordão umbilical têm uma alta capacidade de crescer e se multiplicar, aumentam a produção de fatores de crescimento e possuem atividade terapêutica superior às outras fontes.

Pesquisadores concluíram o estudo clínico de Fase 1/2 para testar a eficácia e a segurança das MSCs de cordão umbilical para o tratamento da EM. O estudo incluiu 20 pacientes com esclerose múltipla, com uma idade média de 41 anos. Os participantes receberam sete infusões intravenosas de 20×106durante sete dias. A eficácia do tratamento foi avaliada no início, um mês e um ano após o tratamento. Foram avaliadas as lesões cerebrais por ressonância magnética, o grau de incapacidade dos pacientes utilizando como base na Kurtzke Expanded Disability Status Scale (EDSS), bem como testes de função neurológica já validados para esclerose múltipla como função da mão, mobilidade e qualidade de vida.

Os pacientes não relataram nenhum sintoma adverso após o tratamento. Apenas dores de cabeça, que são comuns após infusões de MSC, e fadiga, que é comum em pacientes com EM. A melhora clínica foi mais evidente um mês após o tratamento, sendo significante a melhora no nível de incapacidade, função da mão e tempo médio de caminhada, bem como disfunção da bexiga, intestino e sexual. Os pacientes também relataram melhora na qualidade de vida.

Os dados de ressonância magnética revelaram lesões inativas em 15 dos 18 pacientes avaliados um ano após o tratamento. Em um paciente houve a eliminação completa de todas as lesões no cérebro. Um ano após as injeções ainda era possível observar a melhoria na capacidade de deambulação.

A melhora clínica observada um mês após as injeções e estendida pelo período de um ano mostra que o tratamento é superior ao utilizado atualmente para esclerose múltipla. Os tratamentos disponíveis são semanais e muitas vezes diários.

Nós sabemos que as células-tronco mesenquimais presentes no tecido do cordão umbilical têm um potencial superior às encontradas em outras fontes. Este resultado mostra mais uma vez a importância de armazenar as células-tronco mesenquimais do cordão umbilical no nascimento.

Tratamento Para Lesões Na Medula Espinhal Com Células-Tronco Vai Para O Mercado!

Especialistas do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão estão a ponto de aprovar a comercialização de um produto baseado em células-tronco para tratar lesões na medula espinhal. Nós já falamos sobre este assunto ano passado (aqui)! Mas a aprovação será uma grande vitória pois este será o primeiro no mundo para o tratamento desse tipo de lesões. Visando regenerar as funções motoras e sensoriais dos pacientes o novo tratamento deve ser aprovado até o final deste ano.
 
O tratamento é feita para pacientes com lesões na coluna vertebral que sofreram o dano dentro de aproximadamente duas semanas antes de iniciar o tratamento e perderam a maior parte de sua mobilidade ou sensação. Visto a urgência no tratamento, pacientes que tem suas células-tronco guardadas terão mais chance de conseguir tratamento em um curto espaço de tempo. 
 
No tratamento no máximo células-tronco mesenquimais são cultivadas para obter entre 50 a 200 milhões de células, o que demora de duas a três semanas. As células são então injetadas no paciente por via intravenosa. O resultado mostra que as células-tronco atuam nos nervos danificados da medula espinhal, suprimem a inflamação e liberam substâncias que promovem o renascimento das células nervosas, melhorando assim a condição física do paciente.
 
As células-tronco já foram aplicadas em 13 pacientes, sendo que 12 deles apresentaram melhoras em suas condições físicas. A segurança do produto foi confirmada, mas sua eficácia ainda é estimada. O painel de especialistas estabeleceu uma condição para a venda da medicação: se ela se mostrar útil em 90 pacientes durante um período de sete anos será liberada. Estima-se que cerca de 5.000 pessoas sofram de lesões na medula espinhal a cada ano. 
 
A StemCorp é reconhecida internacionalmente por sua expertise em células-tronco. Nosso laboratório possui licença para multiplicar células-tronco na quantidade necessária para diferentes terapias. Em casos como este, ter suas células-tronco congeladas faz a diferença! Esclareça suas dúvidas com nossa equipe e não perca chance. 

Alívio Da Dor Com Células-Tronco Mesenquimais

No início do século 20 o opioide oxicodona passou a ser agressivamente promovido em campanhas de marketing como remédio para controle de dores crônicas. O sucesso comercial dos opióides fez com que fossem amplamente utilizados e por isso se tornassem uma questão de saúde pública. Os opióides mais conhecidos hoje são morfina e heroína, estes trazem sensação de relaxamento, alívio da dor e prazer. Hoje, nos EUA autoridades e pesquisadores ligados à área da saúde buscam compreender como a venda e o consumo de opioides e opiáceos tem se dado em larga escala. Essas drogas não são ruins, elas podem ser usadas, por exemplo, em cuidados paliativos focando melhora da qualidade de vida, especialmente em casos de pessoas que sofrem de dores agudas -como pacientes que sofrem de câncer. Normalmente, o Brasil é apontado como uma nação que faz uso insuficiente de substâncias para controle de dores extremas. Entretanto se utilizadas por muito tempo podem levar à dependência.

A cobertura recente da mídia chamou a atenção para o manejo da dor entre atletas profissionais. Para continuar a se destacar no esporte, muitos atletas se voltam para qualquer solução possível para diminuir a dor causada por lesões ou concussões relacionadas a esportes. Em alguns casos, isso significa recorrer a opioides viciantes. 

Nós já falamos da crise que os EUA se encontra aqui. O estado americano do Texas é um exemplo. De acordo com a pesquisa da Kaiser Family Foundation, 49% de todas as mortes por overdose de drogas no Texas em 2016 foram devidas a overdose destes remédios. Em um estudo conduzido por pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Washington 52% dos jogadores aposentados da NFL disseram que usaram analgésicos prescritos durante seu tempo na liga.

Mas hoje em dia uma uma alternativa ao uso de opiódes está trazendo esperança para melhorar a crise: as células-tronco mesenquimais. Uma terapia melhor e mais segura para o tratamento da dor para os atletas é o uso das suas próprias células-tronco adultas (MSCs). Estas células tem a capacidade de se transformar em várias células especializadas para regenerar nervos, ossos, músculos e cartilagens. Elas são conhecidas por suas propriedades antiinflamatórias e têm sido usadas com frequência no mundo dos esportes profissionais para ajudar os atletas a melhorar sua qualidade de vida. As possibilidades para uso das próprias células-tronco mesenquimais são promissoras para concussões, lesões cerebrais traumáticas e muitas outras lesões comuns em atletas.

O técnico Jackie Sherrill, da equipe de futebol americano universitário do Texas A&M, conta que teve suas células mesenquimais guardadas em laboratório, estas foram cultivadas e se tornaram um banco pra uso futuro, que poderia ser usado inúmeras vezes. Ele viajou para o Hospital Galenia de Cancún duas vezes para receber terapia com células-tronco usando suas próprias células-tronco. Diz ter notado mudanças logo após o tratamento, e as melhorias continuaram ao longo de vários meses. Existem inúmeras pessoas que precisam dessa terapia hoje e hoje ele tenta convencer as ligas esportivas profissionais a liderarem o caminho para ajudar outros jogadores a obter a ajuda de que precisam em ambientes clínicos seguros e sem efeitos colaterais viciantes.

Um estudo publicado na revista Experimental & Molecular Medicine explorou os efeitos das células-tronco mesenquimais e observou que a disponibilidade e a versatilidade dessas células ??fazem delas uma excelente opção de tratamento para uma ampla variedade de patologias clínicas. Existem inúmeras pessoas que precisam dessa terapia hoje e a esperança é a liberação para ajudar os jogadores a obter a terapia de que precisam.

Ter suas células-tronco mesenquimais armazenadas pode fazer a diferença no caso de uma terapia. Células-tronco jovens tem um potencial muito maior de regenerar tecidos e se multiplicar. Por isso guarde as suas o quanto antes.

Tratamento Com Células-Tronco Para Doença Da Córnea

Ceratocone é uma doença não-inflamatória progressiva do olho na qual mudanças estruturais na córnea a tornam mais fina e modificam sua curvatura normal para um formato mais cônico. A principal consequência do ceratocone é a diminuição da visão. Visão borrada, imagens fantasmas, sensibilidade à luz e presença de halos noturnos são os principais sintomas relatados pelos pacientes. Trata-se da distrofia mais comum da córnea, afetando 1 pessoa em cada 1.500 pessoas. O tratamento consiste em uso de óculos ou lentes de contato especiais. Mas geralmente a visão dos pacientes nunca fica perfeita. Muitos casos de ceratocone progridem ao ponto que a correção visual não pode ser mais atingida, o afinamento da córnea se torna excessivo, ou cicatrizes corneanas resultantes do uso de lentes de contato tornam-se um problema frequente. Nestes casos o transplante de córnea se torna necessário. Sendo que o ceratocone é a causa mais comum de indicação de transplante de córnea.

Um novo estudo mostrou que o transplante de células-tronco adultas derivadas de tecido adiposo diretamente na córnea é seguro e mais, as células sobrevivem e levam à produção de colágeno. Esta forma de terapia celular vai ajudar a remodelar e fortalecer a córnea de pacientes com ceratocone!

“O objetivo da terapia celular é reabilitar a biologia da córnea usando células-tronco autólogas. Neste primeiro estudo buscamos especificamente provar a viabilidade da técnica cirúrgica para implantar as células-tronco e avaliar a segurança do procedimento. Mas também fomos capazes de provar que as células estimulam a produção de colágeno, confirmando o que já provamos em estudos em animais”, disse Jorge L. Alió, da Ocular Surgery News.

A terapia celular para regeneração de córnea ganhou muito espaço nos últimos anos. Os testes terapêuticos usaram células-tronco de diferentes tecidos oculares e não-oculares para verificar a sua capacidade de se diferenciar em queratócitos. Entre eles, o tecido adiposo humano demonstrou ser ideal como fonte de células-tronco devido à facilidade de acesso, alta capacidade de recuperação celular e capacidade de suas células-tronco se diferenciarem em múltiplos tipos de células.

“As células-tronco de tecido adiposo se diferenciaram em queratócitos e produzem colágeno. Isso foi comprovado em modelos animais, e nosso estudo foi o primeiro a mostrar isso acontecendo na córnea humana”, disse Jorge Alío.

O procedimento é simples e leva apenas cerca de 10 minutos. Não ocorreram complicações e não foram observados efeitos negativos quanto à função da córnea.

Este estudo sugere que as células-tronco de tecido adiposo podem ser implantadas, que o procedimento é seguro e que ainda produzem colágeno nos olhos doentes. É necessário agora de um acompanhamento a longo prazo para ver os benefícios terapêuticos deste novo colágeno e seu impacto na progressão natural da doença. A longo prazo, esses queratócitos devem poder assumir e compensar o defeito criado pelos queratócitos doentios, talvez o até restabelecimento da espessura da córnea.

A mesma terapia poderia potencialmente tratar outras formas de distrofia corneana. Pela primeira vez foi possível demonstrar que a terapia com células-tronco funciona para tratar doenças da córnea. No futuro, ao diagnosticar casos de ceratoconos, será possível oferecer uma terapia minimamente traumática e minimamente invasiva para até mesmo os estágios mais avançados da doença.

Tratamento Com Células-Tronco Mostra Que É Possível Reverter O Envelhecimento

Um dos maiores sonhos dos seres humanos é impedir o envelhecimento e viver mais e ainda com qualidade de vida e beleza. Sendo assim, não surpreende que um dos campos de pesquisa que mais crescem é a procura de como reverter o envelhecimento. Com isso as candidatas ideais são as células-tronco!

Dois estudos clínicos recentes, envolvendo o uso de células-tronco mesenquimais para acabar com a fragilidade causada pelo envelhecimento, mostraram que a aplicação é segura e eficaz. Os resultados de ambos os estudos foram publicados na revista americana The Journals of Gerontology. Estes são os primeiros tratamentos com célula-tronco especificamente dirigidos para envelhecimento.

O primeiro experimento envolveu 15 pacientes com idade média de 76 anos. Cada um recebeu infusões de células mesenquimais e após seis meses, os pacientes mostraram melhora visível na qualidade de vida e condição física. Esses pacientes respiraram com maior facilidade e caminharam por maiores distâncias do que antes da aplicação.

Já o segundo teste foi com 30 pacientes com idade média de 78 anos, e envolveu dois grupos, um recebeu células-tronco e o outro placebo. Aqueles que receberam uma infusão de células-tronco mostraram melhora pulmonar e habilidade de percorrer maiores distâncias. Além de não notar efeitos colaterais, os pesquisadores consideraram as melhoras como extraordinárias. Neste estudo a principal preocupação foi a segurança da injeção de células mesenquimais. Entretanto, os resultados positivos deixaram os pesquisadores muito animados.

Muitas pesquisas têm sido feitas para descobrir formas de retardar o envelhecimento. Entretanto, nenhuma até agora conseguiu a liberação do Food and Drug Administation (FDA), a agência que regulariza dos medicamentos nos Estados Unidos. O método das células-tronco adultas, porém, está muito perto de conseguir essa liberação.

Se os pesquisadores conseguiram estes resultados com células mesenquimais de doadores adultos, imagine se fossem retiradas do cordão umbilical do próprio paciente? Além de terem uma resposta melhor, por serem do próprio indivíduo, as células mais jovens são muito mais potentes. Por isso sempre lembramos que é melhor guardar suas células-tronco mesenquimais o quanto antes para ter células jovens (paradas no tempo) à sua disposição quando precisar!

Impressão 3D De Tecido Vivo Para Bioengenharia De Órgãos!

Já falamos aqui sobre órgãos feitos por encomenda. Para fazer um órgão personalizado os cientistas precisam colocar as células do receptor em um arcabouço de formato definido. Este arcabouço pode ser impresso ou ser um órgão de um doador de onde as células foram retiradas.

Entretanto a expectativa da criação de órgãos humanos impressos em 3D ficou um pouco mais próxima da realidade. Uma equipe liderada pela Universidade de Twente, na Holanda, desenvolveu uma técnica precisa para imprimir um tecido contendo células vivas humanas. Sua pesquisa foi publicada recentemente na revista Science Advances.

A nova técnica chamada de ” in-air microfluidics” envolve disparar dois jatos de fluido para moldar a estrutura, assim as células ficam no substrato.

O resultado final é um tecido 3D multicelular. Em outras palavras, é basicamente um tubo esponjoso estruturado, cheio de células vivas humanas.

Veja o vídeo do método:

“Esses biomateriais modulares 3D possuem uma estrutura interna bastante semelhante à do tecido natural”, explicam os pesquisadores. A nova abordagem microfluídica é, portanto, uma técnica promissora na engenharia de tecidos, em que o tecido danificado é reparado usando material celular cultivado do paciente. Esta técnica permite aos cientistas controlar e manipular pequenas gotas de fluido. Antes deste avanço, levaria até 17 horas para preencher um centímetro cúbico usando técnicas similares.

Mas qual é a vantagem em construir um novo órgão?

Se impresso 3D e feito com células do próprio receptor não será necessário esperar um doador. O procedimento cirúrgico será o mesmo, mas se o órgão transplantado for feito com células-tronco do próprio paciente não irá haver rejeição. Ou seja, se você guardou suas células-tronco mesenquimais, poderá utilizá-las, num futuro próximo, para este fim também. Esta técnica poderá acabar com as atuais intermináveis filas dos transplantes de órgãos em todo o mundo.

Órgãos formados a partir de células-tronco já foram transplantados em humanos com sucesso. A primeira criança a receber uma traquéia formada a partir de suas próprias células-tronco tem mostrado progressos notáveis ??desde o transplante, realizado há dois anos. Ciaran Finn-Lynch, o menino 13 anos de idade, do Reino Unido, foi a primeira criança do mundo a receber um transplante de traqueia formada a partir de células-tronco dele mesmo. Ele está respirando normalmente e não precisa tomar imunossupressores, relatam os pesquisadores em um artigo publicado no revista Lancet. O órgão não tem mostrado sinais de rejeição e cresceu 11 centímetros desde que foi transplantado, de acordo com os pesquisadores.

O futuro do transplante de órgãos está mudando. As células-tronco mesenquimais vem mostrando grande potencial na bioengenharia de órgãos e por isso é tão importante guardá-las o quanto antes (veja documentário da National Geographic aqui). Estas técnicas não são simples e requerem expertise para serem aplicadas. Na hora de escolher onde guardar suas células mesenquimais é importante se informar se a equipe da empresa escolhida é capaz de multiplicar as células, se a estrutura tem autorização para isso, e mais, se é capaz de realizar testes de qualidade para garantir a eficácia e segurança das mesmas.

É Possível Criar Osso Em Laboratório?

Uma equipe das Universidade de Glasgow criou pela primeira vez tecido ósseo em laboratório. A equipe criou um dispositivo que envia nano vibrações e o usou células-tronco mesenquimais em um gel de colágeno.

Os autores do artigo, publicado na revista Nature Biomedical Engineering, descobriram que pequenas vibrações, na frequência de 1000 hertz, fazem as células-tronco se transformarem  especificamente em osso. Com essa técnica a equipe conseguiu formar uma estrutura mineralizada até em moldes 3D impressos.

Este osso formado em laboratório não é tão duro quanto o osso encontrado no nosso corpo. Mas esse problema é resolvido uma vez que o molde é transplantado no corpo. O grupo começou a tratar cães que teriam as pernas amputadas por trauma. Eles viram que após o transplante, o osso de laboratório se fundiu com o osso do animal e se tornou idêntico ao osso original. Mostrando que nosso corpo vai servir como o biorreator final, crescendo as células e finalizando o processo de mineralização!

A ideia agora é usar esse gel de colágeno em fraturas ósseas, por ser mais maleável; e os moldes quando é necessário um grande enxerto. Os autores dizem que poderá ser usado também em osteoporose!  Melhor, como eles usam o gel de colágeno, não é necessário um doador, o que acaba com problemas de rejeição.

Células-Tronco Do Cordão Umbilical Tratam Insuficiência Cardíaca

A insuficiência cardíaca tem alta taxa de mortalidade. Cerca de 40% dos pacientes internados hospitais públicos e privados do Brasil morrem da doença. A estimativa é que 100 mil novos casos são diagnosticados a cada ano no país. É uma alta taxa de mortalidade e a busca de tratamentos eficazes que consigam melhorar as condições físicas dos pacientes é necessária.

Um estudo publicado na revista internacional Circulation Research, mostra um novo tratamento utilizando as células-tronco mesenquimais do cordão umbilical para insuficiência cardíaca. Neste, eles mostraram que a terapia com células-tronco melhorou a qualidade de vida dos pacientes!

No estudo foi realizado em 30 adultos com insuficiência cardíaca estável. Um ano após a terapia a fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) melhorou significantemente nos pacientes que receberam as células-tronco mesenquimais do cordão umbilical em comparação com os que receberam placebo.

A terapia é simples, consiste em tirar células-tronco mesenquimais do cordão umbilical e injetar via endovenosa nos pacientes. Além de não terem visto nenhum efeito colateral, os resultados positivos fizeram os autores ficaram animados! O estudo mostra que existe uma possibilidade de uma terapia não invasiva para este grupo de pacientes. E os portadores de insuficiência cardíaca enfrentam muitas dificuldades!

Os autores ainda discutem que existem estudos utilizando células-tronco de medula óssea com resultados positivos. Entretanto este é o primeiro estudo que mostra eficiência de células-tronco mesenquimais de cordão umbilical para insuficiência cardíaca. E vale lembrar que as células-tronco do cordão umbilical são mais jovens e por isso tem maior potencial, além de estarem mais disponíveis visto que cada vez mais os pais guardam essas células dos seus filhos.

Embora ainda precise testar o tratamento em um numero maior de pacientes, a terapia já se mostrou segura e levou a melhora significativa dos pacientes. Um novo estudo com um numero maior de pacientes já está começando para certificar estes resultados.

Mais um motivo para guardar as células-tronco mesenquimais do cordão umbilical do seu bebê!!

Testes No Tratamento Com Células-Tronco Da Lesão Da Medula Espinhal São Um Sucesso

Recentemente a fabricante de equipamentos médicos Japones, a Nipro, anunciou que vai lançar um tratamento baseado em células-tronco para pacientes com lesões da medula espinhal. O tratamento foi desenvolvido em colaboração com a Sapporo Medical University (Osaka, Japão). O seu ensaio clínico, que terminou em outubro de 2016, demonstrou que as células mesenquimais, após multiplicadas in vitro e re-injetadas no paciente, ficam concentradas nas áreas com maior lesão da medula espinhal e regeneram o tecido.

medula espinhal

Durante este período, cerca de 30 pacientes entre as idades de 20 e 64 anos foram submetidos a terapia com células-tronco autólogas para tratar uma lesão. Especificamente, as células tronco mesenquimais foram extraídas dos pacientes e levaram duas semanas para serem multiplicadas em laboratório. As células foram então injetadas por via intravenosa nos pacientes, até 54 dias após a lesão. O estudo demonstrou que as células-tronco administradas foram  até o lugar onde estava a lesão, se acumularam, ou melhor, regeneraram o tecido!

A terapia já está em avaliação pelo Ministério da Saúde, do Trabalho e do Bem-Estar Japonês e será registrada como tratamento na área de medicina regenerativa. Apesar deste sucesso, desafios técnicos ainda precisam ser superados antes do tratamento estar amplamente disponível. Como por exemplo, com os atuais procedimentos manuais, os técnicos podem cultivar células-tronco suficientes para tratar apenas 100 pacientes por ano. No Japão, 200 mil pessoas atualmente sofrem de lesão da medula espinhal, o que aumenta em cerca de 5000 pessoas por ano. Estima-se que ocorram a cada ano no Brasil mais de 10.000 novos casos de lesão medular. A empresa está desenvolvendo tecnologia para cultuvar células em grandes quantidades e treinar os profissionais para ter células em quantidade suficiente!

Nós já falamos aqui sobre o caso da Lais Souza, que mostrou resultados positivos com uso de células-tronco mesenquimais para lesão de medula. O uso das células-tronco no caso da Laís mostra que é possível sim aplicar as células mesmo sem ter uma terapia de rotina aprovada no país. No Brasil existem vários casos de uso aprovados baseados em analise de caso a caso. Por isso a importância de guardar as suas células-tronco. No caso de uma lesão, ter suas células-tronco jovens guardadas pode representar a uma grande diferença na terapia.