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Células-Tronco Coletadas Da Gordura Podem Ser Eficazes No Tratamento Antienvelhecimento

De acordo com pesquisadores da Universidade de Medicina da Pensilvânia, as células-tronco mesenquimais retiradas da gordura têm maior potencial para tratamentos antienvelhecimento. Eles fizeram a descoberta depois de desenvolver um novo modelo para estudar o envelhecimento cronológico dessas células. Eles publicaram suas descobertas este mês na revista internacional StemCells.

Eles compararam as células-tronco de gordura com outros tipos de células do organismo adulto. Mostraram que as células-tronco de gordura estão em maior quantidade e são capazes de se dividir e se multiplicar com mais eficiência.

Estas células-tronco, mesmo após se multiplicarem muito mantinham suas características originais, diferentemente de outras fontes. Um achado que foi replicado em células coletadas de pacientes de todas as idades.

As células tronco são atualmente utilizadas numa variedade de tratamentos antienvelhecimento e são normalmente coletadas a partir de uma variedade de tecidos. Esta descoberta que as células-tronco de tecido adiposo tem capacidade maior de se multiplicar que outras fontes do corpo pode abrir a porta para novas terapias na prevenção e tratamento de doenças relacionadas com o envelhecimento.

Células-Tronco São Uma Das Alternativas Para Tratamento De Doenças Renais E Pulmonares

A glomeruloesclerose segmentar e focal (Gesf) é uma doença renal que dá poucas esperanças aos seus pacientes. O tratamento consiste basicamente de corticoides e imunossupressores, o que nem sempre tem boa uma resposta, já que parte dos doentes desenvolve resistência aos medicamentos e o quadro acaba evoluindo para insuficiência renal crônica. Com indicação para a hemodiálise, esses pacientes terminam engrossando as filas de transplante.

?Isso sobrecarrega e onera o sistema público de saúde. Logo, contar com uma alternativa que impeça essa evolução e permita que esses pacientes consigam viver como doentes crônicos e com melhor qualidade de vida já é um grande avanço?, fala o médico Marcelo Morales, Professor Associado da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que estendeu suas pesquisas sobre a utilização de de células-tronco no tratamento de doenças pulmonares, como a silicose e fibrose cística, para doenças renais, como a Gesf e a nefropatia diabética. Ele acredita que, também nestes casos, em que há lesão renal, as células-tronco sejam uma opção eficiente.

Na silicose pulmonar, provocada pela inalação de poeira de sílica, um processo inflamatório lento e contínuo que vai gradativamente transformando o tecido pulmonar em tecido cicatricial. Como todos sabem, as células-tronco têm poder anti-inflamatório e antifibrótico. Elas liberam moléculas, proteínas e fatores que modulam a resposta inflamatória.

?Na silicose, pudemos perceber que, em animais, o tratamento impede a evolução da doença e ainda que já era possível aplicá-lo com segurança em seres humanos?, disse o médico.

No caso das doenças renais, o pesquisador pôde observar que as células-tronco tem o mesmo papel que nos casos de silicose. O que é um passo para uma técnica que pode melhorar a condição do paciente e as filas de transplante.

Segundo o pesquisador, mais testes devem ser feitos para que a terapia esteja disponível para o público. Mais testes dependem de financiamento, logística e interesse do poder público para que esses procedimentos. Entretanto os dados já mostram que a aplicação de células-tronco em caso de doenças pulmonares e renais é possível e pode se tornar rotina em um futuro próximo.

Células-Tronco Mesenquimais No Tratamento De Doença De Crohn

Um artigo publicado em uma revista internacional mostra a eficiência, viabilidade e a segurança da terapia baseada em células-tronco tecido adiposo para fistulas perianais da Doença de Crohn. O estudo foi desenhado como um ensaio clínico randomizado para verificar a eficácia do uso de ASC no tratamento de fístulas perianais complexas.

Foram realizados transplantes de células-tronco mesenquimais de tecido adiposo em 49 pacientes com fístulas perianais complexas. Foram avaliadas a cura da fístula e qualidade de vida dos pacientes depois oito semanas e um ano. Os resultados foram animadores: a cura foi observada em 71% pacientes que receberam células-tronco mesenquimais de tecido adiposo, enquanto somente 4% tiveram remissão da doença somente com cola cirúrgica (tratamento convencional).

Nenhum paciente teve efeitos colaterais mostrando que a aplicação destas células é segura. Este estudo mostra mais uma vez que as células-tronco mesenquimais de tecido adiposo podem ser utilizadas em fistulas perianais de doença de Crohn com segurança e o tratamento é eficiente em seres humanos. Alguns países já liberam o uso de células-tronco mesenquimais para doença de Crohn devido aos ótimos resultados, como este, em testes clínicos.

Avaliação do uso de células-tronco em pacientes que sofrem de doença degenerativa do disco

A doença degenerativa do disco (DDD) é parte do processo natural de envelhecimento. À medida que envelhecemos, os nossos discos intervertebrais perdem sua flexibilidade, elasticidade e características de absorção de choque.  Um estudo publicado revista Surgical Technology International, nos Estados Unidos, parece ter descoberto um tratamento eficaz para a doença utilizando-se células de medula óssea concentrados autólogos (BMC), que indica um resultado favorável de concentração de células- tronco na redução da dor.

O uso de células-tronco adultas é uma inovação que promete menos complicações e melhora da função em pacientes que sofrem da doença e das dores constantes. Em média, os resultados mostraram uma redução na dor de 22,8 a 29,2% em 3 meses, 24,4 a 26,3% em 6 meses e 25 a 33,2% em 12 meses.

O Uso Das Células-Tronco Mesenquimais Ultrapassa O De Células-Tronco Hematopoiéticas Nas Pesquisas

Os artigos científicos publicados são um parâmetro de análise tendências de novas tecnologias, incluindo as possíveis terapias que virão para o mercado nos anos seguintes.

Os cinco dos tipos de células-tronco mais utilizados ??na pesquisa são as células embrionárias, mesenquimais, as hematopoiéticas, neuronais e as pluripotentes induzidas. Se analisarmos as publicações científicas que utilizam estas células-tronco em bases de dados podemos ter uma amostra de como está a tendência de uso destas células.

Como base de dados temos: O PubMed – Serviço da Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos; e os Institutos Nacionais de Saúde (NIH), contém mais de 19 milhões de artigos científicos desde os anos 50.
A análise de bases de artigos científicos comparando estes cinco tipos de células-tronco mostrou que, recentemente, existe uma mudança no padrão de publicações. Indicando então uma preferência na utilização de um tipo destas células na pesquisa, veja os gráficos abaixo.

células-tronco

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Como podemos observar no gráfico acima, as células-tronco hematopoiéticas foram o tipo mais utilizado em pesquisas até 2014 nas pesquisas. Já no ano passado houve uma mudança, as células-tronco mesenquimais, pela primeira vez, ultrapassaram as células hematopoiéticas.

Além disso, as células mesenquimais foram o único tipo de células-tronco dos cinco analisados ??que tiveram um aumento de publicações científicas 2014-2015. Todos os quatro dos outros tipos tiveram uma diminuição.

Esta tendência mostra o aumento no uso de células-tronco mesenquimais e o seu maior potencial. Sempre procuramos embasar nosso conhecimento em artigos científicos. Por isso esta mudança no número de publicações é importante para mostrar que estamos no caminho certo armazenando as células-tronco mesenquimais, visto seu maior uso.

Testes Clínicos Planejam Utilizar Células-Tronco Para Restaurar O Tecido Do Coração

Equipes de pesquisadores da Cedars-Sinai Heart Institute, Minneapolis Heart Institute, Scripps Medical Center, University of California em San Diego, Duke Clinical Research Institute, Johns Hopkins Hospital e Columbus Biometrics estão planejando realizar um teste clínico com uma mistura de células cardíacas e células-tronco mesenquimais em pacientes que sofreram ataque cardíaco. O objetivo é regenerar o tecido do coração e melhorar sua função em pacientes que sofreram de infarto do miocárdio.

Os pesquisadores preveem um aumento no numero de infartos de miocárdio visto que a população está envelhecendo mais e devido ao estilo de vida adotado. Com isso esta terapia pode beneficiar muitos pacientes.

O transplante já se mostrou eficiente em pacientes com infarto do miocárdio. Entretanto os pesquisadores vão aumentar o numero de integrantes do estudo. Os pacientes receberão células-mesenquimais de doadores, visto que não é possível retirar células mesenquimais em uma pessoa com infarto de miocárdio e ter células-tronco prontas à tempo do transplante. Os pesquisadores acreditam que estas células-tronco do doador tem baixo potencial de serem rejeitadas após o transplante, mas se estes pacientes tivessem suas células-tronco já guardadas o resultado seria melhor.

Se os pacientes tivessem guardado as células-tronco mesenquimais do cordão umbilical, dente ou gordura não iriam precisar de doadores no caso de um infarto. Por isso a StemCorp sempre alerta para a importância de armazenar as células-tronco mesenquimais para uso futuro, assim você terá células-tronco prontas em casos onde suas células-tronco mesenquimais não podem ser retiradas a tempo de serem utilizadas (queimaduras, infartos…).

Tratamento Com Células-Tronco Pode Beneficiar A Cardiomiopatia Dilatada Não Isquémica

De acordo com os dados de um novo estudo chamado ?POSEIDON-DCM?, pacientes com cardiomiopatia dilatada não isquêmico tratados com células-tronco mesenquimais tiveram uma melhora significativa da doença.

“Há uma grande necessidade de um tratamento para miocardiopatia dilatada não isquémica. Esta é uma doença muito crítica que afeta pessoas de todas as idades”, afirma o pesquisador responsável pelo estudo.

Todos os pacientes receberam 100 milhões de células por injeção. Não foram observados efeitos adversos no tratamento. Os pacientes que receberam células-tronco aumentaram sua capacidade ambulatória em geral. Em todos os testes realizados pela equipe o grupo tratado apresentou melhora.

Os pesquisadores associam a melhora ao efeito imunomodulador destas células. As células-tronco mesenquimais funcionam como uma farmácia, elas secretam substâncias que podem melhorar sem ter que substituir o órgão danificado. No caso do coração, elas não se transformam em tecido cardíaco, elas secretam fatores que melhoram o tecido danificado.

O grupo está começando outro estudo fase três, último antes da terapia ser liberada para o uso. Portanto, se tudo for como esperado, logo mais teremos um novo tratamento para cardiopatia dilatada com células-tronco mesenquimais!

Transplantes De Células-Tronco Mostram Fortes Sinais De Eficácia No Tratamento De AVC

O acidente vascular cerebral, ou derrame cerebral, ocorre quando há um entupimento ou o rompimento dos vasos que levam sangue ao cérebro provocando a paralisia do local que ficou sem circulação sanguínea adequada. Praticamente toda a recuperação da doença cerebral ocorre nos seis primeiros meses. Nos Estados Unidos, cerca de sete milhões de sobreviventes ao AVC sofrem de alguma consequência da doença que varia de acordo com a sua gravidade.

Um teste clínico finalizado recentemente demonstrou uma grande melhoria no quadro dos pacientes, mesmo naqueles que sofreram o AVC há vários anos. Neste procedimento, realizado pelo neurocirurgião Gary Steinberg, as células-tronco são injetadas diretamente no cérebro dos pacientes. Deve-se destacar que não são injetadas células embrionárias ou fetais, e sim, uma variedade de células adultas, que são células que se transformam em músculo, gordura, osso e tendões.Os pacientes pelos quais haviam sofrido seu primeiro AVC entre seis meses e três anos antes de receber as injeções permaneceram conscientes e com anestesia durante todo o processo que envolveu a perfuração de seu crânio.

No dia seguinte, todos acabaram recebendo alta do hospital. Apesar de três quartos deles sofrerem de dores de cabeças? provavelmente devido ao procedimento cirúrgico e as limitações físicas empregadas para garantir a sua precisão – não houve efeitos colaterais às células-tronco.O resultado obtido foi excelente e positivo aos pacientes. A capacidade de mover os membros anteriormente com deficiência ou paralisados, ou para falar, melhorou visivelmente o que acaba trazendo uma grande esperança aos pacientes.

Zika Mata Células-Tronco Neuronais

Na Universidade de São Paulo, cientistas provaram através de experimentos in vitro, que o Zika vírus, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, mesmo transmissor da dengue e da febre chikungunya – tem capacidade de infectar e matar células neuronais humanas. Os resultados reforçam a suspeita de que o novo vírus, detectado no Brasil no início de 2015, é responsável pelo aumento repentino no número de casos de microcefalia e outras más-formações congênitas.

Para comprovar, os cientistas infectaram células-tronco neuronais humanas com o vírus da zika e compararam o desenvolvimento delas com o de células não infectadas. As células foram cultivadas por métodos especiais, de maneira a formar neuroesferas e organoides cerebrais (?minicérebros?).

Os testes demonstraram ainda que o zika não só é capaz de infectar as células, mas também de levá-las à morte. A capacidade das células-tronco que foram infectadas pelo vírus de formar neuroesferas foi extremamente reduzida; e as poucas neuroesferas que se formavam logo se degradavam num prazo de seis dias. Por outro lado, as neuroesferas de células não infectadas seguiam em frente sem problemas. No caso dos organoides cerebrais, os infectados cresceram 40% menos do que os controles, além de apresentarem anomalias morfológicas.

Os resultados são lógicos com um cenário em que a infecção pelo zika nos estágios mais iniciais da gestação levaria a um aborto (morte do embrião), enquanto que uma infecção mais tardia causaria anomalias no desenvolvimento do sistema nervoso do feto. Não é possível ainda ter certeza se a mesma letalidade ocorre no cérebro humano, já que efeitos observados em células in vitro nem sempre se reproduzem da mesma forma no organismo vivo.

Estudo Com Células-Tronco Reverte Sintomas De Parkinson

O risco de formação de tumores sempre foi um dos principais problemas ao uso clínico de células-tronco embrionárias. Em um estudo publicado na revista Frontiers in Cellular Neuroscience, cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) descrevem um novo método de cultivo capaz de inibir o desenvolvimento de tumores, depois que as células são injetadas no organismo.

Para isso, os cientistas utilizaram a mitomicina – droga antitumoral que já é usada há vários anos para o tratamento de tumores sólidos do pâncreas e do sistema gástrico. Os pesquisadores adicionaram essa substância ao meio de cultura das células-tronco embrionárias, imaginando que ela poderia inibir a tendência das CTEs de formar tumores. O resultado foi positivo, pelo menos nos camundongos.
O experimento foi feito usando um modelo animal de Parkinson que tiveram o cérebro lesionado de uma maneira específica para mimetizar os efeitos da doença no cérebro humano.

Nos camundongos com ?Parkinson? que receberam injeções de CTEs com mitomicina recuperaram quase que completamente o controle dos movimentos que haviam perdido (foram ?curados? do Parkinson, por assim dizer). Já os animais que receberam CTEs não tratadas com mitomicina, por sua vez, até melhoraram um pouco, no início, mas todos desenvolveram tumores no cérebro e acabaram morrendo algumas semanas depois. Enquanto que os camundongos que receberam uma injeção inócua, sem células-tronco, continuaram do mesmo jeito: não desenvolveram tumores, tampouco melhoraram da lesão.
Apesar dos resultados positivos, ainda é cedo para testar essas células em pacientes humanos. Uma das dúvidas em aberto é se as células-tronco ficam localizadas no local da lesão, onde são injetadas, ou migram para outras regiões do cérebro e do corpo.